O goiano da gema, o da cidade,
é sempre ou quase sempre um bom sujeito,
para o trabalho sério — pouco jeito;
para a intriga — bastante habilidade.
Se não tem que fazer, por caridade,
tosa na vida alheia sem respeito;
e acredita estar muito em seu direito
apoquentar assim a humanidade.
Se vai dar-te uma prosa, por brinquedo,
arruma-te um cacete, que te pisa,
qual se fora de ferro ou de rochedo,
e, cousa que aborrece e encoleriza,
visita a gente de manhã bem cedo,
quando se está em fralda de camisa.
é sempre ou quase sempre um bom sujeito,
para o trabalho sério — pouco jeito;
para a intriga — bastante habilidade.
Se não tem que fazer, por caridade,
tosa na vida alheia sem respeito;
e acredita estar muito em seu direito
apoquentar assim a humanidade.
Se vai dar-te uma prosa, por brinquedo,
arruma-te um cacete, que te pisa,
qual se fora de ferro ou de rochedo,
e, cousa que aborrece e encoleriza,
visita a gente de manhã bem cedo,
quando se está em fralda de camisa.
* Poema do livro "Poesias". De Félix de Bulhões (1845-1887).
Me lembrou o Gregório, quando fala de seu povo. O Bulhões é mais doce, certamente, mas olhou com a mesma joça para os seus.
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