segunda-feira, 26 de março de 2012

Morri pela beleza, mas estava apenas

Morri pela beleza, mas estava apenas
No sepulcro acomodada
Quando alguém que pela verdade morrera
Foi posto na tumba ao lado.

Perguntou-me, baixinho, o que me matara:
"A beleza", respondi.
"A mim, a verdade - são ambas a mesma coisa,
Somos irmãos."

E assim, como parentes que certa noite se encontram,
Conversamos de jazigo a jazigo,
Até que o musgo alcançou nossos lábios
E cobriu nossos nomes.

* Poema em "Poemas escolhidos". De Emily Dickinson (1830-1886). Editora L & PM. Tradução de Ivo Bender.
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