segunda-feira, 12 de março de 2012

Para Juliana.

Você começa pelos cabelos
caminha sobrancelhas adiante da face
desfaz-se a boca em litígio com a língua.

Cospidura detenta da vontade líbida
derretida transformada em saliva
escorre e desce ao mar.
 

Nós, verdura nua, apraiados. Faróis aluminários.
Teu pescoço gávea dos ombros
vergas do teu céu. Noite dos teus olhos – breu.

Trago a ampulheta de toda minha parada.
Lentura sôfrega de uma tonelada nos braços
pensos e resignados.

 

Escravo do desígnio de tua ausência alada.
Tua imagem fica resguardada
na quilha da minha nau de sonho.

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