Não sinto meu espírito.
E não tenho mais os olhos esquivos.
Ficaram na alma do bicho.
Na pupila do predador que me engoliu.
Afoguei meu coração no couro de um touro.
Esse abismo ainda me corrige o resto de humanidade.
Um gesto sem ar dentro do couro do bicho.
Meus ombros pendurei às galhas
curvadas ao meu peso de pantera
e agora sou sombra na terra.
Meu espírito virou um clarão.
Fica fora de mim.
E a minha pupila de fera
já não se esquiva. Nem se curva.
É um touro de pedra.
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