A noite fecha a pálpebra sobre o campo.
Olhos verdes espalhados nos pastos
entre Abadia e Guapó.
Espalhados no cerrado.
Fechando o milho.
Por baixo dos córregos
nas fezes dos bois. Olhos verdes!
Sempre atentos à chegada de chuva!
Fecundidade molhada.
Esperma do céu.
Toque de recolher dos anos.
Enchentes de dezembro fecundando janeiros.
Em todas as roças estourando represas
que também fecundam
enlarguecem as margens.
Brota o capim. Brota a relva.
Sobe a vida procurando o céu,
sol aberto irmão da chuva.
Pai do universo,
todas as plantas te buscam no céu
e arrancam a chuva do chão.
Nenhum comentário:
Postar um comentário