terça-feira, 10 de abril de 2012

O legado de Beethoven: Sonata para piano Op. 31, "A Tempestade"

O terceiro movimento da sonata n. 17, Op. 31 de Beethoven. Por Fredrich Gulda.




Muita coisa mudou em Beethoven depois da Sinfonia n. 3 "Eróica". Ele mesmo admitiu sua mudança de direções. Nascia o Beethoven imortalizado. Disseram até que se o músico tivesso morrido antes desse marco, não se falaria tanto nele. Uma vantagem das obras célebres é despertar a curiosidade pelas obras menos conhecidas dos gênios. A Sonata n. 17, "A tempestade", talvez não fôsse tão tocada hoje se o jovem Beethoven não tivesse se tornado o "gigante de Bonn". Uma obra grandiosa. Beethoven já mostrara sua forte personalidade nas primeiras sonatas. Suas primeiras obras-primas. Cheio de energia e desepero. As famosas "Patética" e "Ao Luar" já estavam no seu repertório. "A Tempestade" iluminava um novo destino. Em pouco tempo Beethoven entregaria a "Waldstein" e a "Appassionata". Um fase de criatividade.

Música beethoviana. Enérgica, nervosa, repleta de emoção. Beethoven, muito antes da sua "Eróica" já emancipava o mundo dos clássicos. Virava a página. A música vinha de sua agonia. A tempestade que rodopiava dentro de um único homem começava a arrastar o espírito do mundo.


Uma bela obra para começar a ouvir Beethoven.

2 comentários:

  1. Demorou para que a música de pianinho batesse à minha porta. Mas eis que vc chega e faz com que isso aconteça. De pianinho não, pianão.

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    1. Essa música me lembra sempre você. É belíssima! E foi o seu gosto pelo piano que me deixou encantado pelo instrumento. Ando numa fase beethoviana mas mais que isso: pianística! Já ouço menos as sinfonias e os concertos.

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