sexta-feira, 9 de março de 2012

Minha fuga

Minha fuga é para onde
soletraram o título
do que não tem nome.
É para a incerteza.

Minha fuga é para fora das margens
- pálidas frases dos cânticos interiores.
É para as naus que levam e trazem os pensamentos,
os corpos cansados das horas.

Minha fuga é Indizível.
Incômoda liberdade minha
das vississitudes efêmeras
do apaziguamento carcomido
de segunda feira.

O mundo dos dias e das noites
é reflexo dos glóbulos negros do impossível,
costurando o silêncio por detrás do campos.
Em toda criança
preparando o riso que sucede ao chôro.

Viver antes da vida
e sonhar o sonho das mãos!

Minha fuga é para a guerra
Íntima minha e sua.
Sonhar, criar, quebrar, refazer, morrer...
Vibrar.

Verdades em fila
uma após a outra de pé no cadafalso.
Mortas todas, também lá se vão os algozes!

Presas às cordas também
todas as nossas cabeças!

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