Minha fuga é para onde
soletraram o título
do que não tem nome.
É para a incerteza.
Minha fuga é para fora das margens
- pálidas frases dos cânticos interiores.
É para as naus que levam e trazem os pensamentos,
os corpos cansados das horas.
Minha fuga é Indizível.
Incômoda liberdade minha
das vississitudes efêmeras
do apaziguamento carcomido
de segunda feira.
O mundo dos dias e das noites
é reflexo dos glóbulos negros do impossível,
costurando o silêncio por detrás do campos.
Em toda criança
preparando o riso que sucede ao chôro.
Viver antes da vida
e sonhar o sonho das mãos!
Minha fuga é para a guerra
Íntima minha e sua.
Sonhar, criar, quebrar, refazer, morrer...
Vibrar.
Verdades em fila
uma após a outra de pé no cadafalso.
Mortas todas, também lá se vão os algozes!
Presas às cordas também
todas as nossas cabeças!
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