sexta-feira, 9 de março de 2012

Sobre um vento por aí...

Toca-me o rosto, o vento.
Toca-me o céu.


Toco um vestido de perfume distinto
na maçã do rosto do vento.
Apouca-me, pelo limbo da vista,
a flor infantil do futuro.

Traz meu vento o sopro do vento. Unidade
desprezada nos contratos da cidade.
Saio ao sol com meus segredos de gestos. Inteiro.

Vírgula infinita na tarde. Ar de cabelos aos anos.
Generoso
ao meio dia - estátua de ouro e volume!
E um vento salgado no vazio do dia,
enchendo esse verso de sol.

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