eu reparto
silêncio e barulho
como quem semeia imprecisões
pelos campos vigiados
existir
é sobretudo
uma auto vigília.
e porque ainda ronda em mim
a mesa farta de canções impossíveis
eu não sei a rima exata do alimento.
o alimento é um (im)pulso
transitório.
* Poema do livro "Anatomia do Gesto". De Pio Vargas. 1989.
Nenhum comentário:
Postar um comentário