O gás de gengibre e isopor
alastra
crassa na alma o odor de morte.
Abre as asas, estufa o peito.
Alcança os últimos galhos nas praças,
nos pátios.
Das veias do norte
aos córregos do centro,
até a máquina de amar.
Escorre plagiando o ar.
Espalha-se o veneno contagioso.
Respirar e se conformar.
- A poesia é para os fracos!
Viver é lutar! Isso aqui é uma guerra! -
Até guardar a máquina de amar.
E no peito, um coração-salário,
sério e compenetrado,
que já não perde tempo batendo.
Poesia, verbo do verso amar.
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