Fazer um verso é segurar um amor de passagem. O laço que junta a realidade. É a substância da poesia. Só se convém às mãos do poeta. É de barro. Não tem direção. Besteira correr atrás dele. Pegamos numa árvore qualquer e o inventamos. Só de passagem. Já apaixonar-se por alguém é quando o amor vira poesia fora das mãos do poeta. Ali ele mora. É quando o amor percebe que existe e fica feliz.
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