terça-feira, 6 de março de 2012

Poesia por Drummond

"...meu progresso é lentíssimo, componho muito pouco, não me julgo substancialmente e permanentemente poeta. Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor-de-cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos. Infelizmente, exige-se pouco do nosso poeta; menos do que se reclama ao pintor, ao músico, ao romancista..."
* Trecho de "Autobiografia para uma Revista" do livro "Confissões de Minas". 1944.

O fenômeno Carlos Drummond de Andrade. Ninguém alcançou sua notoriedade. Sua dedicação é herança. O compromisso. O trecho acima revela. Mais de 50 anos dedicados à poesia. Criou poemas imortais. Filho maior da poesia brasileira. Penetrou o impenetrável e saiu sorrindo. Pra fazer poesia tem que ter peito. Não é moleza não. Referência primeira e última. Poeta infinito!


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